Monday, November 03, 2008
Mudança de Paradigma
As instituições financeiras, muito suportadas pelas políticas estatais, têm fomentado o acesso ao crédito como potenciador de um bem estar, como a panaceia do acesso a uma qualidade de vida de nível europeu, num país em clara desigualdade em termos de produção de riqueza. O endividamento de Portugal e das instituições financeiras nacionais não permite uma verdadeira avaliação, por parte das famílias, das reais dificuldades que atravessamos.
Não pode o crédito continuar a ser a solução para nos equipararmos aos outros membros da UE.
Então, perguntam-me como poderá o país avançar? Como poderão as famílias e o estado contribuir para uma redução da dívida externa?
Através do fomento da poupança. Apesar das ferramentas para alavancagem da poupança serem diversas, deixo aqui duas ideias:
· A (re)criação de benefícios fiscais para a constituição de poupanças criadas com o objectivo de amortizar as dívidas de crédito à habitação (os conhecidos PPH);
· Desenvolvimento da possibilidade de alocar parte da colecta dos impostos pagos pelas famílias à amortização deste tipo de dívidas ou a este tipo de instrumentos de poupança.
Qualquer solução ou ferramenta desta natureza irá permitir um aumento da liquidez no sistema financeiro, uma redução no risco nas operações de crédito à habitação que decorrem nas IF’s, o reforço da poupança na óptica da valorização do património das famílias.
A par do saneamento da dívida externa, o aumento do investimento por entidades privadas compensaria em termos macro-económicos a diminuição do consumo.
Parece-vos consistente esta tese?
Wednesday, October 08, 2008
Planos de contingência
Monday, October 06, 2008
Plano Paulson v. III
- Constituindo um fundo adicional de garantia de depósitos de clientes de bancos;
- Auxiliando a amortização de dívidas hipotecárias dos clientes de bancos (reduzia o esforço financeiro dos mutuários, injectava liquidez no sistema financeiro e simultâneamente ajudava a suportar os mercados de habitação);
Friday, October 03, 2008
Ainda bem...
O Alto Comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR), diz que não tem "nenhuma motivação para regressar à política portuguesa".
Em entrevista ao Expresso, o ex-primeiro-ministro sustenta que "na vida há capítulos. E esse (política nacional) foi escrito e está fechado".
De passagem por Lisboa onde anunciou esta semana uma parceria do ACNUR com várias empresas nacionais, António Guterres aplaudiu ainda a sentença que condenou o Estado a indemnizar Paulo Pedroso, no âmbito do processo 'Casa Pia'.
Leia mais na edição do Expresso em banca, ou clique aqui para ler na versão e-paper (pdf inteligente para assinantes, disponível a partir das 00h01 de sábado)
Friday, September 26, 2008
A exposição continua...
Administração Interna: Em relação ao tema condutores / velocidade / cartas de condução tenho uma opinião que não tem recolhido muita concordância nos meios em que a tenho exposto. Penso o seguinte:
o A sua atribuição só deveria ocorrer mediante a realização com aproveitamento de um exame (teórico-prático) de personalidade, tipo teste psicotécnico – de forma a evitar que indivíduos com distúrbios de personalidade possam circular nas ruas ao volante de um automóvel;
o A partir da data de atribuição, passaria a existir uma obrigatoriedade de renovação da carta (com custos, obviamente) a cada cinco anos, de forma a verificar a actualidade dos conhecimentos do código e dos principais procedimentos de trânsito;
o Todos os acidentes rodoviários com origem num ou mais veículos pesados deveriam resultar em pesadas multas para os proprietários e condutores dos respectivos pesados;
o As cartas de condução deveriam ter diversos níveis de proficiência, isto é, com base na premissa de que os condutores são todos diferentes seriam atribuídos diferentes tipos de cartas para diferentes perfis. Condutores com perfis de risco de acidente reduzido / histórico de acidentes negligenciável, reflexos apurados, boa forma física e bons resultados nos testes de condução, deveriam poder usufruir de vantagens ao nível dos prémios de seguros, portagens e impostos sobre automóveis...
Tuesday, September 23, 2008
Pesca - Mais opiniões

Hoje opino acerca das pescas, onde considero necessária intervenção urgente no que se refere à (re)organização dos portos e frotas de pesca.
· Regularmente surgem notícias da construção ou reforço de esporões ao longo da costa Portuguesa. A proliferação de portos, mini-portos, portos de abrigo, etc em detrimento da concentração de esforços e recursos em algumas zonas portuárias de maiores dimensões é uma questão que me tem vindo a fazer escrever repetidas vezes sobre este assunto. Porque que não se analisa a possibilidade, custos e benefícios, de centrar num conjunto de portos (e.g. Viana, Porto, Aveiro e Figueira da Foz) as embarcações de pesca e criar uma rede de transportes (exclusiva?) entre as vilas piscatórias e os portos? Porque é que se tem de fazer um esporão a cada 500m de costa, para que meia dúzia de pescadores possam sair para o mar em segurança? Ainda não me conseguiram explicar e eu não vejo nenhum racional nesta estratégia.
Monday, September 22, 2008
A partir das 00:00 deste domingo...
Friday, September 19, 2008
Condutorese condução - Não me exprimiria melhor!

Monday, September 15, 2008
Qual a direcção a seguir?

Nos próximos dias vou publicar algumas opiniões minhas acerca das áreas que penso necessitarem de intervenção mais urgente nos próximos orçamentos de estado. O meu objectivo é apontar a discussão para as áreas que considero ser de desenvolvimento prioritário e que, na minha opinião, estejam a ser descuradas.