Friday, January 09, 2009

Falhas graves

Multiplicam-se as notícias relacionadas com a má prestação de serviços de saúde, ele é a linha 24, ele são os Hospitais, mas eu até sou da opinião que estas notícias resultam mais de lutas politicas internas do que de efectiva fragilidade dos serviços.

Com uma excepção:

 - O INEM -

Mais especificamente o serviço de atendimento telefónico de suporte ao INEM (vulgo CODU). Nas interacções que tenho tido com os operadores deste serviço tem sobressaído a insuficiente formação quer ao nível dos mais básicos conhecimentos de medicina (e a eles deve ser exigido um conhecimento razoável), mas também (e eu diria com igual importância) ao nível da formação pessoal.

 

Mas pode ser falta de sorte minha, calhar-me sempre uma besta ao telefone.

 

Tuesday, January 06, 2009

Empréstimos com taxa de juro variável - descida imediata?

Uma medida importante para auxiliar a redução das despesas das famílias seria o ajustamento imediato das taxas de juro aos respectivos indexantes, isto porque, como saberão, as taxas de juro praticadas pela Banca referem-se à média das taxas indexadas (Euribor por exemplo) a 3, 6, 9 ou 12 meses e não ao valor do indexante em determinada data.

 

Dessa forma, os juros dos empréstimos que estejam indexados poderiam diminuir um pouco mais, e as famílias usufruírem de um maior alívio financeiro, caso o Governo optasse por não ser exclusivamente demagógico.

 

Tuesday, December 30, 2008

Norte liderou retoma da economia

Norte liderou retoma da economia

A verdadeira surpresa dos dados recentemente divulgados pelo INE sobre o crescimento da economia nacional está no facto de o Norte ter sido a região motora da recuperação económica. Este foi o alerta lançado, esta quarta-feira, no Porto, por Carlos Lage.

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) - que falava em conferência de imprensa para dar conta da primeira reunião, realizada ontem de manhã, do Conselho de Coordenação Intersectorial do Norte (CCIN) - desvalorizou o facto de a região de Lisboa ter registado um crescimento acima da média europeia.

"É sabido que as capitais obtêm, sempre, um crescimento desse tipo", realçou.

Carlos Lage salientou que quem "quiser olhar com atenção" para as estatísticas constata que, após um período de estagnação ou crescimento débil da economia portuguesa, não foi Lisboa que contribui para a recuperação da economia nacional.

"Lisboa esteve, nesse período, abaixo da média nacional. Em 2007, houve um crescimento de 2,4% no Norte, ao passo que Lisboa ficou abaixo dos 1,9%", frisou. O presidente da CCDR-N lamentou que a região de Lisboa revele dificuldade em afirmar a sua capacidade produtiva.

Ao analisar os dados sobre a situação económica e social da Região Norte, Carlos Lage chamou a atenção para duas mudanças que considerou importantes: por um lado, o facto de três quartas partes das exportações portuguesas de bens classificados como sendo de alta tecnologia serem da responsabilidade de empresas nortenhas; por outro lado, o facto de os ganhos de produtividade que garantiram, nos dois últimos anos, o crescimento da economia regional, não se alicerçarem no aumento do emprego.

"São duas mudanças muito importantes que vale bem a pena assinalar", realçou.

Aquele responsável criticou, com base nos dados sobre o crescimento económico do Norte, os "comentadores externos à região" que constantemente a classifiquem como "pobre e atrasada".

Carlos Lage augurou que 2009 mantenha o ritmo de transformação do tecido produtivo da região, com uma aposta continuada na inovação. Face ao espectro de um aumento do desemprego e de um mais baixo desempenho da economia nacional, o presidente da CCRDR-N afirmou ser fundamental apostar no social.

Aquele responsável salientou ainda a importância do CCIN na coordenação regional das políticas da Administração Central.

 

Monday, December 29, 2008

Previsões na imprensa: Crise económica acelera inovação tecnológica em 2009

A crise económica é a premissa fundamental das 10 previsões para 2009 que a consultora internacional IDC apresenta hoje sobre a evolução do mercado das tecnologias de informação e telecomunicações em 2009.

 

O contexto económico irá acelerar a transformação que o sector das tecnologias de informação e telecomunicações tem vindo a sofrer nos últimos anos, diz a IDC em comunicado.

 

“Uma economia global estagnada irá actuar como uma panela de pressão sobre o mercado das TI, acelerando o desenvolvimento e a adopção de novas tecnologias e modelos de negócio” refere a este propósito Frank Gens, vice-presidente e analista-chefe na IDC. Uma forte recessão global e uma transformação radical da indústria estão presentes nas 10 previsões da IDC para 2009:

 

1 - O crescimento global das TI’s vai cair para metade, o que colocará em risco os fornecedores que não se reposicionarem em segmentos menos afectados pela crise;

 

2 - As economias emergentes e o mercado das PME’s também sofrerão com o abrandamento mas manterão crescimentos acima da média do mercado;

 

3 - Acelera-se a migração da indústria das TI’s para “Cloud Computing” e outros modelos de prestação de serviços online, essencialmente devido aos custos mais baixos;

 

4 - Acelera-se a migração dos consumidores para o comércio online, com esta categoria a abranger 1,5 biliões de pessoas e 8 triliões de dólares em vendas;

 

5 - A indústria das telecomunicações vai expandir-se e consolidar-se face à necessidade de atingir novas economias de escala, de entrar nos mercados emergentes e de desenvolver novos serviços de valor acrescentado;

 

6 - Os dispositivos móveis terão um ano terrível com quebras de volume de vendas e compressão das margens, apesar do segmento de smartphones e mini—portáteis continuarem a apresentar crescimentos na casa dos dois dígitos;

 

7 - Acelera-se a dissolução da fr onteira entre soluções tecnológicas empresariais e soluções pessoais com a ascensão da web social e a recessão económica, criando novas oportunidades de domínio sobre o sector.

 

8 - Assistiremos à reinvenção das soluções de acesso e análise da informação e de risco face aos problemas dos serviços financeiros e à avalanche de informação gerada pela Internet social e pela generalização do vídeo na Internet;

 

9 - As “tecnologias verdes” terão um bom ano na vaga de soluções que prometem cortar custos de forma sustentada a médio prazo;

 

10 - As iniciativas governamentais catalizarão enormes investimentos em tecnologias de informação e o crescimento da indústria, com iniciativas focadas na recuperação económica, energia, saúde e na melhoria da estabilidade e transparência dos mercados financeiros. A IDC juntou informação gerada por cerca de mil analistas IDC em todo o mundo. 

Monday, November 10, 2008

"Our problems are different"

A aplicabilidade das teses de Deming é de uma actualidade fascinante!

Deming's 14 points

Deming offered fourteen key principles for management for transforming business effectiveness. The points were first presented in his book Out of the Crisis (p. 23-24)[20].

1) Create constancy of purpose toward improvement of product and service, with the aim to become competitive and stay in business, and to provide jobs.
2) Adopt the new philosophy. We are in a new economic age. Western management must awaken to the challenge, must learn their responsibilities, and take on leadership for change.
3) Cease dependence on inspection to achieve quality. Eliminate the need for inspection on a mass basis by building quality into the product in the first place.
4) End the practice of awarding business on the basis of price tag. Instead, minimize total cost. Move towards a single supplier for any one item, on a long-term relationship of loyalty and trust. 5) Improve constantly and forever the system of production and service, to improve quality and productivity, and thus constantly decrease cost.
6) Institute training on the job.
7) Institute leadership (see Point 12 and Ch. 8 of "Out of the Crisis"). The aim of supervision should be to help people and machines and gadgets to do a better job. Supervision of management is in need of overhaul, as well as supervision of production workers.
8) Drive out fear, so that everyone may work effectively for the company. (See Ch. 3 of "Out of the Crisis")
9) Break down barriers between departments. People in research, design, sales, and production must work as a team, to foresee problems of production and in use that may be encountered with the product or service.
10) Eliminate slogans, exhortations, and targets for the work force asking for zero defects and new levels of productivity. Such exhortations only create adversarial relationships, as the bulk of the causes of low quality and low productivity belong to the system and thus lie beyond the power of the work force.
11) Eliminate work standards (quotas) on the factory floor. Substitute leadership.b. Eliminate management by objective. Eliminate management by numbers, numerical goals. Substitute workmanship.
12) Remove barriers that rob the hourly worker of his right to pride of workmanship. The responsibility of supervisors must be changed from sheer numbers to quality.b. Remove barriers that rob people in management and in engineering of their right to pride of workmanship. This means, inter alia, abolishment of the annual or merit rating and of management by objective (See CH. 3 of "Out of the Crisis").
13) Institute a vigorous program of education and self-improvement.
14) Put everyone in the company to work to accomplish the transformation. The transformation is everyone's work.

[edit] Seven Deadly Diseases
The Seven Deadly Diseases (also known as the "Seven Wastes"):
1) Lack of constancy of purpose.
2) Emphasis on short-term profits.
3) Evaluation by performance, merit rating, or annual review of performance.
4) Mobility of management.
5) Running a company on visible figures alone.
6) Excessive medical costs.
7) Excessive costs of warranty, fueled by lawyers who work for contingency fees.

A Lesser Category of Obstacles:
1) Neglecting long-range planning.
2) Relying on technology to solve problems.
3) Seeking examples to follow rather than developing solutions.
4) Excuses, such as "Our problems are different."

William Edwards Deming (October 14, 1900December 20, 1993) was an American statistician, professor, author, lecturer, and consultant. Deming is widely credited with improving production in the United States during World War II, although he is perhaps best known for his work in Japan. There, from 1950 onward he taught top management how to improve design (and thus service), product quality, testing and sales (the last through global markets)[1] through various methods, including the application of statistical methods.Deming made a significant contribution to Japan's later renown for innovative high-quality products and its economic power. He is regarded as having had more impact upon Japanese manufacturing and business than any other individual not of Japanese heritage. Despite being considered something of a hero in Japan, he was only beginning to win widespread recognition in the U.S. at the time of his death. [2]

Monday, November 03, 2008

Mudança de Paradigma

Continuo a acreditar no racional de suporte ao post que apresentei no dia 6 de Outubro. Acho contudo que ele deve ser aplicado de uma forma mais abrangente do que a que inicialmente previ. Poderá inclusivamente significar uma mudança de paradigma para a sociedade actual.
As instituições financeiras, muito suportadas pelas políticas estatais, têm fomentado o acesso ao crédito como potenciador de um bem estar, como a panaceia do acesso a uma qualidade de vida de nível europeu, num país em clara desigualdade em termos de produção de riqueza. O endividamento de Portugal e das instituições financeiras nacionais não permite uma verdadeira avaliação, por parte das famílias, das reais dificuldades que atravessamos.
Não pode o crédito continuar a ser a solução para nos equipararmos aos outros membros da UE.
Então, perguntam-me como poderá o país avançar? Como poderão as famílias e o estado contribuir para uma redução da dívida externa?
Através do fomento da poupança. Apesar das ferramentas para alavancagem da poupança serem diversas, deixo aqui duas ideias:
· A (re)criação de benefícios fiscais para a constituição de poupanças criadas com o objectivo de amortizar as dívidas de crédito à habitação (os conhecidos PPH);
· Desenvolvimento da possibilidade de alocar parte da colecta dos impostos pagos pelas famílias à amortização deste tipo de dívidas ou a este tipo de instrumentos de poupança.

Qualquer solução ou ferramenta desta natureza irá permitir um aumento da liquidez no sistema financeiro, uma redução no risco nas operações de crédito à habitação que decorrem nas IF’s, o reforço da poupança na óptica da valorização do património das famílias.

A par do saneamento da dívida externa, o aumento do investimento por entidades privadas compensaria em termos macro-económicos a diminuição do consumo.

Parece-vos consistente esta tese?

Wednesday, October 08, 2008

Planos de contingência

Ao ler uma notícia hoje no DN lembrei-me dos planos de contingência que milhares de empresas em todo o mundo desenvolveram para enfrentar um eventual surto da gripe das aves. Durante muito tempo os principais responsáveis de multinacionais e de grandes empresas nacionais desenvolveram planos para enfrentar esta ameaça.

Agora, postos perante esta crise financeira (e sublinho financeira, e não económica) e perante as dificuldades de tesouraria que as empresas podem estar a sofrer, eu pergunto: estas empresas que se preocuparam com um cenário tão irrealista como o de um surto mundial da gripe das aves (que no fundo afectou uma centena de pessoas em todo o globo), não se preocuparam com um cenário de dificuldades no acesso ao crédito?

Eu acho que no caso das empresas do sector financeiro, sim. Que muitas delas até se prepararam bem. Acho é que confiaram que os governos as salvassem...

Monday, October 06, 2008

Plano Paulson v. III

O plano de recuperação económica apresentado pelo secretário de tesouro dos EUA é um plano que realmente ajuda as empresas a recuperar económicamente, ou apenas ajuda a tentar recuperar a confiança dos investidores?
A meu ver, o plano poderia ter uma abordagem mais ao nível do pequeno contribuínte / cliente particular das instituições financeiras, com as seguintes medidas, por exemplo:

  • Constituindo um fundo adicional de garantia de depósitos de clientes de bancos;
  • Auxiliando a amortização de dívidas hipotecárias dos clientes de bancos (reduzia o esforço financeiro dos mutuários, injectava liquidez no sistema financeiro e simultâneamente ajudava a suportar os mercados de habitação);
Quais lhes parecem os pontos fracos das minhas sugestões?

Friday, October 03, 2008

Ainda bem...

António Guterres em entrevista
"Não tenho motivação para voltar à política"
Em entrevista ao Expresso, António Guterres diz que o exercício da política em Portugal foi um ciclo que se fechou.

O Alto Comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR), diz que não tem "nenhuma motivação para regressar à política portuguesa".

Em entrevista ao Expresso, o ex-primeiro-ministro sustenta que "na vida há capítulos. E esse (política nacional) foi escrito e está fechado".

De passagem por Lisboa onde anunciou esta semana uma parceria do ACNUR com várias empresas nacionais, António Guterres aplaudiu ainda a sentença que condenou o Estado a indemnizar Paulo Pedroso, no âmbito do processo 'Casa Pia'.

Leia mais na edição do Expresso em banca, ou clique aqui para ler na versão e-paper (pdf inteligente para assinantes, disponível a partir das 00h01 de sábado)

Friday, September 26, 2008

A exposição continua...

Administração Interna: Em relação ao tema condutores / velocidade / cartas de condução tenho uma opinião que não tem recolhido muita concordância nos meios em que a tenho exposto. Penso o seguinte:

o        A sua atribuição só deveria ocorrer mediante a realização com aproveitamento de um exame (teórico-prático) de personalidade, tipo teste psicotécnico – de forma a evitar que indivíduos com distúrbios de personalidade possam circular nas ruas ao volante de um automóvel;

o        A partir da data de atribuição, passaria a existir uma obrigatoriedade de renovação da carta (com custos, obviamente) a cada cinco anos, de forma a verificar a actualidade dos conhecimentos do código e dos principais procedimentos de trânsito;

o        Todos os acidentes rodoviários com origem num ou mais veículos pesados deveriam resultar em pesadas multas para os proprietários e condutores dos respectivos pesados;

o        As cartas de condução deveriam ter diversos níveis de proficiência, isto é, com base na premissa de que os condutores são todos diferentes seriam atribuídos diferentes tipos de cartas para diferentes perfis. Condutores com perfis de risco de acidente reduzido / histórico de acidentes negligenciável, reflexos apurados, boa forma física e bons resultados nos testes de condução, deveriam poder usufruir de vantagens ao nível dos prémios de seguros, portagens e impostos sobre automóveis...