Monday, May 25, 2009

O contraditório

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo

 

Mário Crespo apresenta o contraditório às afirmações do Bastonário.

 

Marinho Pinto Vs Moura Guedes

Dr. Marinho Pinto põe a Sr.ª Moura Guedes no sítio.

 

Finalmente.

 

http://www.youtube.com/watch?v=sHldj8eG80A&feature=related

 

Wednesday, May 13, 2009

Estão nos a mentir sobre os piratas?

Um bocado romanceado, mas interessante:

 

5/1/2009, Johann Hari: The Independent, UK

Quem imaginaria que em 2009, os governos do mundo declarariam uma nova Guerra aos Piratas? No instante em que você lê esse artigo, a Marinha Real Inglesa – e navios de mais 12 nações, dos EUA à China – navega rumo aos mares da Somália, para capturar homens que ainda vemos como vilãos de pantomima, com papagaio no ombro.

 Mais algumas horas e estarão bombardeando navios e, em seguida, perseguirão os piratas em terra, na terra de um dos países mais miseráveis do planeta.

Por trás dessa estranha história de fantasia, há um escândalo muito real e jamais contado.

Os miseráveis que os governos 'ocidentais' estão rotulando como "uma das maiores ameaças de nosso tempo" têm uma história extraordinária a contar – e, se não têm toda a razão, têm pelo menos muita razão.

Os piratas jamais foram exatamente o que pensamos que fossem.

Na "era de ouro dos piratas" – de 1650 a 1730 – o governo britânico criou, como recurso de propaganda, a imagem do pirata selvagem, sem propósito, o Barba Azul que ainda sobrevive.

Muita gente sempre soube disso e muitos sempre suspeitaram da farsa: afinal, os piratas foram muitas vezes salvos das galés, nos braços de multidões que os defendiam e apoiavam. Por quê? O que os pobres sabiam, que nunca soubemos?

O que viam, que nós não vemos? Em seu livro Villains Of All Nations, o historiador Marcus Rediker começa a revelar segredos muito interessantes.

Se você fosse mercador ou marinheiro empregado nos navios mercantes naqueles dias – se vivesse nas docas do East End de Londres, se fosse jovem e vivesse faminto –, você fatalmente acabaria embarcado num inferno flutuante, de grandes velas.

Teria de trabalhar sem descanso, sempre faminto e sem dormir.

E, se se rebelasse, lá estavam o todo-poderoso comandante e seu chicote [ing. the Cat O' Nine Tails, lit. "o Gato de nove rabos"].

Se você insistisse, era a prancha e os tubarões.

E ao final de meses ou anos dessa vida, seu salário quase sempre lhe era roubado.

Os piratas foram os primeiros que se rebelaram contra esse mundo. 

Amotinavam-se nos navios e acabaram por criar um modo diferente de trabalhar nos mares do mundo. Com os motins, conseguiam apropriar-se dos navios; depois, os piratas elegiam seus capitães e comandantes, e todas as decisões eram tomadas colectivamente; e aboliram a tortura.

Os butins eram partilhados entre todos, solução que, nas palavras de Rediker, foi "um dos planos mais igualitários para distribuição de recursos que havia em todo o mundo, no século 18 ".

Acolhiam a bordo, como iguais, muitos escravos africanos foragidos.

Os piratas mostraram "muito claramente – e muito subversivamente – que os navios não precisavam ser comandados com opressão e brutalidade, como fazia a Marinha Real Inglesa."

Por isso eram vistos como heróis românticos, embora sempre fossem ladrões improdutivos. As palavras de um pirata cuja voz perde-se no tempo, um jovem inglês chamado William Scott, volta a ecoar hoje, nessa pirataria new age que está em todas as televisões e jornais do planeta.

 

 

O governo da Somália entrou em colapso em 1991. Nove milhões de somalis passam fome desde então.

E todos e tudo o que há de pior no mundo ocidental rapidamente viu, nessa desgraça, a oportunidade para assaltar o país e roubar de lá o que houvesse.

Ao mesmo tempo, viram nos mares e praias da Somália o local ideal onde jogar todo o lixo nuclear do planeta. 

Exactamente isso: lixo atómico. Nem bem o governo desfez-se (e os ricos partiram), começaram a aparecer misteriosos navios europeus no litoral da Somália, que jogavam ao mar contêineres e barris enormes.

A população litorânea começou a adoecer. No começo, erupções de pele, náuseas e bebês malformados.

Então, com o tsunami de 2005, centenas de barris enferrujados e com vazamentos apareceram em diferentes pontos do litoral.

Muita gente apresentou sintomas de contaminação por radiação e houve 300 mortes.

Quem conta é Ahmedou Ould-Abdallah, enviado da ONU à Somália: "Alguém está jogando lixo atómico no litoral da Somália.

E chumbo e metais pesados, cádmio, mercúrio, encontram-se praticamente todos”.

Parte do que se pode rastrear leva diretamente a hospitais e indústrias européias que, ao que tudo indica, entrega os resíduos tóxicos à Máfia, que se encarrega de "descarregá-los" e cobra barato.

Quando perguntei a Ould-Abdallah o que os governos europeus estariam fazendo para combater esse “negócio”, ele suspirou: "Nada. Não há nem descontaminação, nem compensação, nem prevenção."

Ao mesmo tempo, outros navios europeus vivem de pilhar os mares da Somália, atacando uma de suas principais riquezas: pescado.

A Europa já destruiu seus estoques naturais de pescado pela super-exploração – e, agora, está super-explorando os mares da Somália.

A cada ano, saem de lá mais de 300 milhões de atum, camarão e lagosta; são roubados anualmente, por pesqueiros ilegais. Os pescadores locais tradicionais passam fome.

Mohammed Hussein, pescador que vive em Marka, cidade a 100 quilômetros ao sul de Mogadishu, declarou à Agência Reuters:"Se nada for feito, acabarão com todo o pescado de todo o litoral da Somália."

Esse é o contexto do qual nasceram os "piratas" somalis. São pescadores somalis, que capturam barcos, como tentativa de assustar e dissuadir os grandes pesqueiros; ou, pelo menos, como meio de extrair deles alguma espécie de compensação.

Os somalis chamam-se "Guarda Costeira Voluntária da Somália".

A maioria dos somalis os conhecem sob essa designação. [ Ler matéria importante sobre isso, em:"The Armada is not a solution"].

Pesquisa divulgada pelo site somali independente WardheerNews informa que 70% dos somalis "aprovam firmemente a pirataria como forma de defesa nacional".

Claro que nada justifica a prática de fazer reféns.

Claro, também, que há gangsters misturados nessa luta – por exemplo, os que assaltaram os carregamentos de comida do World Food Programme.

Mas em entrevista por telefone, um dos líderes dos piratas, Sugule Ali disse: "Não somos bandidos do mar. Bandidos do mar são os pesqueiros clandestinos que saqueiam nosso peixe”.  

Por que os europeus supõem que os somalis deveriam deixar-se matar de fome passivamente pelas praias, afogados no lixo tóxico europeu, e assistir passivamente os pesqueiros europeus (dentre outros) que pescam o peixe que, depois, os europeus comem elegantemente nos restaurantes de Londres, Paris ou Roma?

A Europa nada fez, por muito tempo. Mas quando alguns pescadores reagiram e intrometeram-se no caminho pelo qual passa 20% do petróleo do mundo... Imediatamente a Europa despachou para lá os seus navios de guerra. A história da guerra contra a pirataria em 2009 está muito mais claramente narrada por outro pirata, que viveu e morreu no século 4º AC. Foi preso e levado à presença de Alexandre, o Grande, que lhe perguntou "o que pretendia, fazendo-se de senhor dos mares."

O pirata riu e respondeu: "O mesmo que você, fazendo-se de senhor das terras; mas, porque meu navio é pequeno, sou chamado de ladrão; e você, que comanda uma grande frota, é chamado de imperador."

 

Hoje, outra vez, a grande frota europeia lança-se ao mar, rumo à Somália – mas... quem é o ladrão?

Wednesday, April 29, 2009

Estou céptico, mas aqui vão alguns conselhos

No seguimento das notícias de casos já confirmados de gripe suína identificada nas populações do México, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Nova Zelândia, Espanha, Alemanha e Israel, bem como casos suspeitos detectados noutros países, a Marsh identificou os riscos e as medidas que as empresas devem tomar para fazer face a uma possível pandemia humana. Trabalhar em casa pode ser uma opção.

 

Actualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) encontra-se no nível 4 do seu Alerta Pandémico, que se traduz na infecção limitada entre seres humanos e em casos registados em diversos países. Se for declarado o nível 5, a OMS considera ser um “forte sinal de que uma pandemia está iminente e que o tempo para finalizar a comunicação e a implementação das medidas de mitigação já planeadas é curto”, salienta a Marsh, que opera na área da corretagem de seguros e consultoria de risco.

 

As cadeias de fornecimento podem vir a ser afectadas se o vírus se propagar, particularmente se os fornecedores forem provenientes de países com elevada densidade demográfica e onde o acesso à saúde seja muito limitado ou escasso.

 

Uma pandemia pode propagar-se rapidamente, durando muitos meses, e infectar 25% ou mais da população mundial, de acordo com peritos em saúde pública. Muitas organizações acreditam que no pico de uma pandemia severa, mais de 75% dos empregados podem faltar ao trabalho, explica a Marsh.

 

Assim, para fazerem face a este risco, as empresas devem fazer “uma revisão dos seus controlos de gestão de risco, das suas políticas de recursos humanos e outras políticas de pandemias, bem como planos de gestão de crise e capacidades de comunicação de crise. As empresas devem actualizar estes planos baseando-se na ameaça de uma pandemia. Além disso, existem acções preventivas e preparatórias que podem e devem ser tomadas de imediato”.

 

Entre os pontos-chave que as empresas devem considerar imediatamente está a revis ão das políticas da empresa quanto a viagens, higiene e rastreio médico, apoio médico e recurso a anti-virais, incluindo o fornecimento de produtos sanitários anti-bacterianos, máscaras e outros materiais.

 

Além disso, há que “identificar a possibilidade de distanciamento social, bem como outros meios para minimizar a exposição e propagação da doença dentro do ambiente laboral” e “rever os métodos de informação contínua sobre a ameaça de pandemia e a situação da empresa aos funcionários, no trabalho e em casa”. Em centros populacionais, a Marsh aconselha que as empresas assegurarem que estes planos incluem a possibilidade dos empregados trabalharem em casa, se for possível e apropriado.

 

No caso de a OMS aumentar o grau de ameaça para o nível 6 (generalização da infecção em humanos) as empresas necessitam de ter um plano de gestão de crise que inclua elementos adaptados a uma pandemia, incluindo políticas de viagens de negócio, localização dos empregados, distanciamento social e rastreio médico, e planos e processos intensivos de consciencialização e comunicação, refere ainda a análise da consultora.

Tuesday, April 21, 2009

Recuperação de praias custou 18 milhões em 2008

Algum do dinheiro mais mal gasto do país:

 

Metade dos investimentos feitos, no ano passado, no âmbito dos planos de ordenamento da orla costeira, foi para obras de requalificação de praias e mais de um quinto foram gastos na protecção contra a erosão e o ataque do mar.

 

Segundo o relatório da execução de 2008, cerca de 80% dos 7,57 milhões de euros investidos em defesa costeira foram gastos no "esforço de estabilização" da erosão da praia da Caparica, consumindo a totalidade do investimento do plano Sintra-Sado.

 

Dos gastos restantes em defesa costeira, quase 16% foram aplicados na protecção do Bairro de Silvalde, em Espinho (plano Caminha-Espinho), e o sobrante nos POOC alentejanos e algarvios e no troço Alcobaça-Mafra.

 

Apesar de classificados como obras prioritárias, os esporões e as defesas aderentes de Esmoriz, Cortegaça e Furadouro (dois milhões de euros previstos para 2008) e a norte e a sul da Vagueira (1,9 milhões) não foram reabilitados. A primeira obra estava iniciada e a segunda em assinatura de contrato.

 

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1207185

 

Thursday, April 16, 2009

Anna Nalick

Este nome vai dar que falar: Anna Nalick.

 

http://www.youtube.com/watch?v=FAlWxZK-ps4&feature=related

 

 

 

Wednesday, April 15, 2009

Farol de luz em tempo de crise (artigo JN)

Lá fora, Portugal é reconhecido no mapa-múndi que cabe entre quatro linhas. E em três sílabas: fêcêpê

 

IVETE CARNEIRO

 

Um "farol luminoso" no seio da "decepção" nacionalizada pode dar esta quarta-feira a Portugal "a notícia que todos esperamos há muito". Desenganem-se os cépticos. É um sportinguista que fala. Do Porto com FC grande. Do Porto que tem marca.

 

É Paquete de Oliveira, sociólogo que gostava que outras actividades portuguesas "pudessem assim marcar pontos" no jogo da imagem mundial. Porque falava com uma jornalista do Porto, cidade, desejou boa sorte.

 

Juntam-se-lhe mais, de cores que não o azul forte. "Em poucas outras coisas se atinge o nível a que se chega com o futebol". Na certeza de que, mesmo sem esta hipótese de passar a ser uma das quatro melhores equipas da Europa, o Futebol Clube do Porto é já um indiscutível embaixador do país num mundo globalizado. E as objecções, porque as há, só podem ser "inveja". Agora fala Miguel Veiga, advogado portuense e barão do PSD.

 

Ponto assente: lá fora, quando ouvem a um português dizer que é de Portugal, respondem prontamente futebol. "Porto". "Mesmo que não digamos que somos do Porto". Tal como nos anos 1960 retorquiriam "Benfica", diz-nos Rui Moreira. Nessa altura, fora de portas, o Porto era Port, o do vinho fino globalizado pelos ingleses. Portista reconhecido, o presidente da Associação Comercial do Porto leva o prestígio conseguido pelo clube portuense ao extremo. "A cidade deveria deixar cair o Oporto que usa internacionalmente". Porto é Porto e pronto, para tudo. E dele veio nome Portugal...

 

A marca. Rui Moreira lamenta que seja só regional e mundial. Falta-lhe o meio: o nível nacional, num país "centrista, habituado a que tudo seja dominado pela capitalidade". Sobrinho Simões, guru mundial da investigação do cancro e presidente do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, orgulha-se. Nem todos os portugueses valorizam o esforço do Porto, clube, pela marca Porto, Portugal? "Paciência!" "É um nome que diz coisas às pessoas". Pelo vinho, pelos ingleses, pelas chuteiras. E o Benfica não tem essa sorte de ser associado a Lisboa.

 

E se o FC Porto não é melhor visto cá dentro - Rui Moreira admite -, foi porque "também se pôs a jeito". A "táctica de guerrilha" valeu-lhe chegar onde está, mas hoje faz pouco pela conquista da tal marca nacional que lhe falta.

 

Luís Portela, presidente da farmacêutica Bial, lembra-se de uma viagem ao Senegal. Foi situado no mapa-múndi por via do futebol das Antas. E acredita que todos os portugueses percebem isso, como o provam o facto de haver cada vez mais jovens do Sul, das ilhas e das ex-colónias a simpatizar com as cores azul e branco.

 

Mudança de tendências. João Teixeira Lopes, sociólogo e candidato do Bloco de Esquerda à liderança da autarquia portuense, nota-a entre os filhos de filhos de portugueses. Daqueles que se foram nos tais anos 1960. Ou antes. E levaram o Benfica oficial na alma. A ligação afectiva está a perder-se, fruto do grande V que o Porto esconde entre o F, o C e o P. "V" de vitória e de vingança. Porque tem bons resultados e porque os tem numa região "em perda", onde "à volta há só derrotas". A começar pela crise.

 

Aí assoma o "farol luminoso" de que fala Paquete de Oliveira. O Porto, FC, que não idolatra, tem feito um trabalho pela "auto-estima portuguesa" que não pode ser subestimado. Menos ainda em tempo de crise económica, social e de motivação. "Numa fase em que precisamos de coisas optimistas, o FC Porto pode ser positivo", completa Alípio Dias, ex-dirigente do BCP.

 

Crise ou não, Teixeira Lopes não tem dúvidas de que a varanda dos Paços do Concelho é o símbolo de hospitalidade da cidade. E, eleito, abri-la-ia ao fim de anos fechada à celebração do Porto, FC, pelo Porto, câmara, para evitar intrincadas relações. Não devem existir, admite o bloquista, mas o "património imagético" do clube não pode ir, assim, para o esgoto. Elisa Ferreira, candidata independente pelo PS e portista adicta, tem - alguma - pena que só os azuis e brancos se façam notar assim lá fora. "A ser um que seja o meu clube". Também promete varanda com lisura nas relações. Porque não há cidade no mundo que não receba no município uma equipa que arrebate tudo o que lhe passa pela frente, como fez o Porto em 2004. No executivo camarário, Rui Rio delegou resposta no vereador Gonçalo Gonçalves, "portista" desde que nasceu e convicto que a partida de hoje só vale, mundialmente, se o Porto passar...

 

E aquela coisa da gestão e dos processos judiciais? Assuntos para "outras instâncias", Elisa Ferreira não quer misturar. E "os resultados falam por si", diz Luís Portela: desportivamente é um sucesso. É isso que conta, garante Paquete de Oliveira. Os outros problemas são os mesmos de todas as grandes equipas do mundo.

 

Fiel depositária da marca Portugal noutro mundo de espectáculo - o da moda -, a estilista Fátima Lopes, mais a tender para o Sporting, fala em orgulho para um país inteiro, "tão pequenino que não tem situações em que se fale dele de forma tão positiva". Hoje, vai torcer. Rui Oliveira e Costa, administrador da Eurosondagem e leão, também. Faz gala da foto que tirou com um cachecol do Porto ao pescoço, na conquista da Liga dos Campeões contra o Celtic, em Sevilha, em 2004. Mas prefere generalizar. "O futebol presta um serviço ao país por vezes pouco reconhecido".

 

In: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Desporto/Interior.aspx?content_id=1201610

 

 

Frederico Barreto

 

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Wednesday, March 25, 2009

Obama e os jornalistas

Eram cerca de 00h de hoje, em Portugal Continental, quando tive o prazer de assistir televisivamente à conferência de imprensa que o Presidente Barack Obama deu.

 

Gostei da mensagem de reforço nas crenças e nas políticas que o actual gabinete do Presidente definiu, mas sobretudo o que me impressionou mais foi a inteligência, organização e ordem com que os jornalistas colocaram questões de todas as naturezas ao Presidente - Notou-se que havia muita preparação da parte destes senhores, já que a devida fundamentação das perguntas colocadas revelou conhecimento acerca dos temas.

 

Para mim foi uma lufada de ar fresco, algo a que o Presidente nos tem vindo a habituar, e um prazer ver esta conferência de imprensa.

 

A lição que gostaria que os nossos jornalistas tirassem é a de que não devem ter como objectivo vilipendiar os seus interlocutores, mas antes procurar elevar o nível intelectual das discussões, contribuindo para o esclarecimento e educação do povo.

 

Wednesday, March 18, 2009

Debate sobre reanimação da Baixa do Porto

A recente reanimação nocturna da Baixa do Porto, na zona da Rua das Galerias de Paris, é tema de debate no PSI – Porto Sob Investigação, esta quinta-feira, às 22 horas, no Porto Canal.

 

As queixas de ruído por parte dos residentes aos fins-de-semana geram a polémica da nova movida. Após uma reportagem realizada no local, em estúdio estão moradores, comerciantes e cidadãos para debater a questão.

Tuesday, March 17, 2009

E o Guru falou - será louco?

Given the relentless barrage of bad news about the U.S. banking system and the near-constant calls for the government to nationalize the country's biggest banks, you couldn't be faulted for wondering if Warren Buffett had lost his mind when, in a three-hour appearance on CNBC Tuesday, he called this "a great time to be in banking," talked about the massive "earnings power" of banks like Wells Fargo, and said that the government actually doesn't need to supply most banks with "lots of capital." (Another explanation for Buffett's relatively upbeat forecast was that, in industry parlance, he was just "talking his book," since he has big stakes in banks like Wells Fargo and U.S. Bancorp.) But the truth is that the recent history of U.S. banking suggests there's a chance, at least, that Buffett was right.

The key to understanding Buffett's less-than-apocalyptic take on the banks is the idea of the spread: the gap between the interest rate banks can charge for the loans they make and the interest rate they have to pay for the money they borrow -- from depositors or other lenders. When the Federal Reserve slashes interest rates, particularly when they slash them as aggressively as they have in the past year, spreads widen, so that every loan a bank issues becomes more profitable. And that's especially true today, because the risk aversion of investors and financial institutions has meant that the interest rates on loans have fallen less than they normally would have, given the steep decline in the fed funds rate. Buffett, for instance, said that in the fourth quarter of 2008, Wells Fargo's cost of funds -- how much it had to pay to borrow money -- was just 1.44 percent. Needless to say, the average interest rate it charged the people it was lending to was a lot higher than that. In fact, though it's hard to get exact data on this, it's possible that, as Buffett said, the spreads on loans have "never been wider." And when you combine that with the sheer number of loans these giant banks have on their books, you're talking about individual banks earning tens of billions of dollars on their own.

Does that mean that the banks are fine? Not necessarily. The basic problem the banks face is that they need to recapitalize themselves. One way to do that is by taking their profits and, as it were, banking them. But the banks still have lots of old, bad assets on their books, and it's possible that, as many predict, the value of those assets will fall more than their earnings will rise. And if the economy gets significantly worse, the increase in bad loans will probably cancel out the effect of wider spreads.

So why might most of the banks come out of this okay, without having the government nationalize them? One reason is that since most of these banks have slashed their dividends to pennies, every dollar they earn essentially goes to recapitalization, instead of going out the door to shareholders. And with the government looking over their shoulders, it's also likely that the banks are going to be running tighter ships, so their expenses may be down as well. That's why Buffett said on Tuesday: "I mean, the right prescription with most of the banks is just let them pay very little in the way of dividends and build up capital for awhile, and they will build up a lot of capital."

The interesting thing about this prescription is that, in some ways, it's precisely how the U.S. got out of its last big banking crisis, which happened during the recession of 1990-1991. While it hasn't been talked about very much, during that recession most of the big moneycenter banks were, by today's standards, insolvent -- arguably more insolvent, in fact, than the big banks are today. They were not nationalized or put into receivership. Instead, after the Fed slashed interest rates, the banks hunkered down, cut back on risky loans, and allowed the wider spreads to work their magic, and over time earned their way out of insolvency. Today's crisis is different in some important respects (in the earlier crisis, banks were able to make easy profits by investing in government debt, while today the profits on such an investment would be quite small). And there are some banks today which may be carrying so many bad loans that even their increased earnings power won't save them. At the very least, though, history suggests that Buffett has not gone around the bend, and that it's a mistake to think that nationalization is the only plausible solution to our current banking crisis.

http://www.newyorker.com/online/blogs/jamessurowiecki/2009/03/is-warren-buffe.html